Imigração - o fim de um ciclo?
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou novas medidas que limitam o ingresso de estrangeiros no país e facilitam a expulsão dos irregulares, entre elas a que transforma a imigração clandestina em crime.
A Alemanha vai implementar, em Setembro, um exame de cidadania para milhares de estrangeiros que desejem estabelecer-se definitivamente no país. O teste vai incluir perguntas sobre história, cultura, política e a língua alemã.
Os ataques racistas e xenófobos contra imigrantes quadriplicaram na Espanha desde 2006, e o país é um dos que menos oferecem proteção aos estrangeiros na Europa, de acordo com um novo relatório da Anistia Internacional.
Noutro plano destaco que milhares de imigrantes estão abandonar a África do Sul. A onda de violência contra cidadãos estrangeiros já provocou 42 mortos e 25 mil refugiados. Os imigrantes de Moçambique, Zimbabué e Somália são os principais alvos dos ataques xenófobos, que começaram em Joanesburgo e, depressa, se estenderam a outros pontos do país.
Em épocas de crise, os imigrantes que são indispensáveis para o crescimento económico (Espanha foi um bom exemplo) são os primeiros a ser colocados em causa. Racismo ou estado de necessidade?
4 Comments:
At 3:40 da tarde,
Nuno Moraes Bastos said…
Jorge,
Um mix.
O que é diferente gera sempre receios e é mais facilmente alvo da "culpa" óbvia e/ou indeterminada.
Por outro lado, recordo a política criminal norte-americana quanto aos imigrantes: qual jus soli, qual carapuça, ao segundo crime grave voltas à proveniência. Não será esse o segredo da melhor integração dos que ficam?
At 3:50 da tarde,
tiroliro007 said…
NMB
Nem mais. Estou completamente de acordo com essa lei. Os Açores sofrem bem com essa realidade, com a quantidade de criminosos que são devolvidos à terra dos pais, avós, etc.
Sou contra o jus soli. É uma aberração.
At 5:37 da tarde,
Anónimo said…
A integração dos imigrantes em qualquer país deve ser feita sem mitos. Integrar implica criar regras (apertadas) de entrada e manutenção no território. Qualquer política de imigração que não siga estes princípios resulta no que está à vista de todos em vários países europeus e não só e que a França foi o expoente máximo nos tempos mais recentes.
At 5:39 da tarde,
Anónimo said…
O anónimo sou eu.
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