
Adiós Castro, Bienvenido Castro
Ficou hoje decidido que o irmão Raul sucederá a Fidel. Não é propriamente uma surpresa, pois desde Agosto de 2006, altura da doença do líder cubano, que tal sucedia.
Devo confessar-vos que admiro pessoas com convicções, que não mudam de opinião consoante as modas. Foi com este espírito que visitei Cuba.
Devo dizer-vos que fiquei desiludido.
Estive em Cuba em condições únicas, pois em vez de estar num luxuoso resort, optei por estar em casa de cubanos. As minhas percepções resultam assim do que ouvi, do que falei e do que li.
Cheguei à triste conclusão que se o povo votasse livremente teria um regime diferente do actualmente existente.
Devo confessar que foi complicado, conviver com a realidade de um povo, que não pode ser proprietário de nada (casas, carros, etc). Por outro lado o salário é igual para quem seja bom ou mau profissional, ou seja miserável.
Os desportistas, músicos ou os cubanos que vivem do turismo têm um nível satisfatório para a realidade cubana. Conheci um dentista e professor universitário que ganhava mais em arrendar por uma noite os quartos de sua casa que o salário de um ano da sua profissão.
Não têm liberdade de expressão, não têm liberdade de circulação não têm propriedade pessoal. Afinal o que tem este povo?
Têm um nível cultural extraordinário. São pessoas extremamente interessantes e com as quais se pode manter uma conversa sobre diversos temas.
Esta constatação, ainda me causou mais impressão, pois se fosse uma população de "grunhos", confesso que pouco me importaria com o seu destino. Assim, confesso que me preocupo.
Com Raul, como será?